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Como funciona o rotativo do cartão de crédito

Como funciona o rotativo do cartão de crédito

Quem nunca se atrapalhou com o rotativo do cartão de crédito que atire a primeira pedra. Se você jogou uma pedrinha, parabéns! Mas é muito comum os meros mortais se enrolarem com o danado do cartão de crédito.

Basicamente, são aqueles poucos meses (ou muitos, credo!) em que não deu para pagar o valor mínimo da fatura e, quando você se deu conta, tinha uma bola de neve nas mãos.  

Até a mais leiga das criaturas conhece a (má) fama dos juros do cartão de crédito, tidos entre os mais salgados do mercado. Mesmo assim, o número de pessoas que entram na estatística de inadimplência por não conseguir quitar suas dívidas com o cartão é alto. Só no primeiro semestre de 2019, a média chegou a 35%, segundo dados do Banco Central.

A gente até entende que a tentação é grande, quando fica cara a cara com um objeto de desejo. Na hora da compra, só alegria. E, realmente, a possibilidade de comprar a crédito e pagar em 30 ou 40 dias é uma vantagem. Existem outras.

O cartão pode ser um aliado, desde que se saiba usá-lo. Vamos falar mais sobre isso?

Como funciona o rotativo

Dá para dizer que o uso inteligente do cartão de crédito vai produzir uma “dívida saudável”. Você faz a compra – obviamente num valor que poderá arcar, sem comprometer o orçamento (saiba como mandar bem com seu dinheiro) – e paga depois de um mês ou até 40 dias, sem juros. O melhor dos mundos.

Caso não consiga pagar o valor integral, você entrará no chamado crédito rotativo. O tal do juro que vai aumentando a cada fatura e, em casos extremos, pode levar uma pessoa a problemas piores, como não ter condição alguma de arcar com a bola de neve.

Quantas histórias conhecemos por aí, de gente muito próxima que foi engolida pelos juros do cartão?

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o juro médio do rotativo do cartão para pessoas físicas superou 300% ao ano em junho, segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC). Detalhe: essa taxa é uma média.

Em alguns casos, o buraco pode ser ainda mais embaixo, com juros (pasme!) de mais de 700% ao ano. Veja a lista no site do BC e se assuste.

Novas regras

Até meados de 2017, as regras do rotativo eram diferentes e mais pesadas. Antes, éramos obrigados a pagar o mínimo de 15% do valor total da fatura. O restante entrava no rotativo, a partir do próximo vencimento. É fácil visualizar.

Digamos que, na sua compra de R$ 100, você pagou R$ 15, só para não se tornar inadimplente. Os R$ 85 não pagos entraram no rotativo e, na próxima fatura, tiveram os juros (mais altos do mercado) incididos. Daí a bola de neve.

Os bancos criaram diferentes taxas de juros – regular, para quem pagasse o valor mínimo da fatura – e não regular, para quem pagasse menos ou nada. As mudanças foram as seguintes:

  • Não há mais o valor mínimo de 15% a pagar na fatura. Os bancos é que vão determinar, considerando o perfil dos correntistas. Mas esse mínimo só poderá ser pago uma vez. A próxima fatura terá de ser quitada;
  • Caso não consiga pagar, a pessoa pode negociar com o gerente. O banco é obrigado a oferecer um parcelamento com juros mais baixos do que os do rotativo;
  • Não vale mais a regra da taxa não regular para os inadimplentes. No lugar, o banco pode cobrar a taxa regular com multa de 2% e juro de mora de 1% ao mês.

Torne o seu cartão de crédito um aliado

É fácil ter vantagens usando o cartão. Mais uma questão de atenção mesmo. Separamos três boas dicas para você por em prática hoje mesmo.

  • De olho na data ideal para comprar: o banco sinaliza uma data ideal para fazer compras. Se programando para comprar nesse dia, você terá até 40 dias para pagar e, se for o caso, juntar o valor da fatura.
  • Cuidado na escolha do dia do vencimento: a data de vencimento deve ser próximo ao dia em que o seu salário ou pagamento por trabalhos, no caso do autônomo, entra na conta. Assim, você honra com o compromisso, sem comprometer o orçamento.
  • Use seus pontos e programas de milhagem: Se informe sobre os programas oferecidos pela instituição financeira. Dá para transformar a pontuação em passagens aéreas, pacotes turísticos, obter descontos em lojas, ingressos para filmes e espetáculos, produtos e recarga de celular. Você também pode optar por receber descontos no valor da fatura ou na anuidade do cartão, por exemplo (sabia que o cartão da Neon não tem anuidade?). É questão de falar com o gerente e escolher os benefícios melhores para o seu caso.

No final das contas, deu pra ver que não é impossível fazer um bom uso do cartão de crédito. Se mesmo assim você acabar entrando no rotativo, numa situação inevitável, fique o menor tempo possível nele. Há possibilidade de conseguir um parcelamento com juros menores.

Lembrando sempre que, apesar das mudanças nas regras, o rotativo do cartão de crédito continua sendo um risco para o orçamento.

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